Cientista cultiva nariz novo para paciente em laboratório



Além do nariz, Seifalian já cultivou também orelhas em
laboratório
Cientistas estão ajudando um paciente a receber um nariz novo cultivado com suas próprias células. O nariz foi perdido como consequência de um câncer e o paciente de 53 anos teve a sorte de parar nas mãos do Professor Alex Seifalian, responsável pelo primeiro transplante de traqueia feita em laboratório.


"Nós temos dois narizes crescendo, apenas para o caso de alguém deixar cair um" – afirma Seifalian


Afinal como são feitos esses narizes? Primeiramente, um molde do nariz do paciente é feito e utilizado para criar um segundo molde feito de vidro. Em seguida um polímero biocompatível é espirrado em forma de spray formando uma estrutura com milhares de pequenos orifícios que serão preenchidos com as células-tronco do paciente dentro de um bioreator durante duas semanas.


Molde de vidro feito para o cultivo
de um nariz novo  para o paciente
Após esse processo, um dos narizes será implantado embaixo da pele do braço do paciente, uma vez que Seifalian afirma que pode fazer o nariz mas não a pele. O paciente passa algumas semanas pela estranha situação de estar carregando um nariz dentro do braço até que a pele e os vasos sanguíneos tenham se desenvolvido na estrutura.


Eis que finalmente o nariz é implantado no rosto do paciente mas com o inconveniente de ainda não ter narinas pois elas ainda estão cobertas com pele. Os médicos então abrem as narinas e introduzem células epiteliais que formam as membranas formadoras de muco do nariz.


Alex Seifalian tem diversos outros projetos também revolucionários em andamento como um transplante de face inteira e diversos outros órgãos diferentes sendo criados em laboratório como corações e esôfagos. Não só ele na verdade pois diversos grupos espalhados pelo mundo tem conseguido desenvolver órgãos transplantáveis em laboratório com resultados bem sucedidos em animais (e às vezes em humanos). Possivelmente nos próximos anos esse tipo de notícia se torne cada vez mais presente em nosso cotidiano e, quem sabe não demore para chegar o dia em que poderemos trocar nossos órgãos danificados por modelos completamente zerados.

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Sobre o Autor

Neurocientista cafeinômano envolvido com projetos que investigam a plasticidade sináptica. Nas horas vagas é abduzido por uma curiosidade extrema sobre as implicações do crescimento tecnológico exponencial que estamos vivenciando. Contato: luis.shgt@gmail.com
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