Nova geração de mãos biônicas



O engenheiro Chris Taylor sofreu um acidente dramático em 2009 enquanto puxava seu filho em uma boia presa por uma corda ao jet-ski. Uma onda o atingiu e derrubou enquanto segurava a corda fazendo com que esta apertasse sua mão, arrancando-a.


Sua única alternativa até o momento era uma prótese rudimentar que o deixou inconformado com sua situação. Munido de maravilhas modernas como o Google, Chris ficou sabendo de um projeto experimental chamado Michaelangelo Hand (uma alusão ao artista que fez aquela pintura em que Deus e Adão estendem as mãos um para o outro) e resolveu ir atrás da oportunidade. Não demorou até que se encontrasse na clínica Dorset Orthopaedic que estava testando o dispositivo e acabou sendo equipado com a prótese graças a um pagamento que recebeu da seguradora (novas tecnologias sempre tem um preço nada atraente).


Essa nova geração de mãos biônicas permite movimentos complexos e possui eletrodos com sensores que captam movimentos da musculatura e transmitem os sinais para a maquinaria. É claro que esse tipo de tecnologia ainda não possui a complexidade de uma mão real mas a cada nova geração que surge a perfeição aumenta.


Chris Taylor se diz contente com a nova mão que lhe permite fazer coisas que antes eram impossíveis como abotoar as calças ou manusear suas chaves:

“Vai fazer uma grande diferença na minha vida. Agora tenho algo no final do meu braço que realmente funciona.”

A tendência, queira ou não, é um dia as próteses biônicas superarem de fato nossas capacidades biológicas e termos um cenário digno de um filme sci-fi, com pessoas trocando seus membros originais por sintéticos cada vez mais evoluídos enquanto um grupo resistente irá condenar esse tipo de atitude.  

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Sobre o Autor

Neurocientista cafeinômano envolvido com projetos que investigam a plasticidade sináptica. Nas horas vagas é abduzido por uma curiosidade extrema sobre as implicações do crescimento tecnológico exponencial que estamos vivenciando. Contato: luis.shgt@gmail.com
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