Estudo ameaça o sonho do Jurassic Park



Em agosto desse ano surgiram boatos de que um dos homens mais ricos da Austrália, o bilionário (e excêntrico) Clive Palmer, está tentando criar um Parque dos Dinossauros a partir de amostras de DNA antigas. Infelizmente um estudo recente pode acabar desanimando Palmer já que os resultados levantaram sérias dúvidas sobre as chances de se conseguir criar dinossauros a partir desse tipo de amostras.


O estudo analisou DNA extraído de ossos de uma ave gigante extinta entre 600 e 8.000 anos atrás e calculou a taxa de degradação do DNA. A conclusão: mesmo nas melhores condições o DNA não sobreviveria 7 milhões de anos. Isso torna as coisas muito complicadas se levarmos em conta que a época de dinossauros como o Tiranossauro Rex passa uns 60 milhões de anos disso.


O que os paleontogeneticistas envolvidos no trabalho propõem é uma regra geral para estabelecer limites para o tempo que o DNA fossilizado pode permanecer intacto. Se os dados obtidos com essas amostras que eles estudaram estiverem corretos, significa que a meia-vida do DNA é de 521 anos, ou seja, o período de tempo que leva para metade da amostra ser degradada. Isso levaria aos aproximados 7 milhões de anos que tornam o sonho de reviver o T-rex e outros dinossauros que gostaríamos de ver ao vivo um tanto difícil de ser realizado.


Mas nem tudo está perdido já que os mamutes não são tão antigos assim e os russos e coreanos já estão trabalhando pesado para tentar trazer eles de volta (daria um novo post essa)...


Dentre os fatores que degradam o DNA após a morte estão incluídos enzimas, microorganismos, oxigenação e, a maior força degradadora: a água. Alguma esperança talvez ainda exista uma vez que ainda não foram analisadas amostras de regiões congeladas para ver se a degradação ocorre de forma mais lenta. Segundo Michael Knapp, especialista em paleontogenética e otimista de plantão, ainda é cedo para desistir e novos estudos são necessários:


“Outros fatores que tem impacto sobre a preservação do DNA estão claramente envolvidos”

Mas e aquele papo de âmbar do filme Jurassic Park? De fato existem insetos capturados nessa resina fóssil que realmente viveram na época dos dinossauros como o filme mostra. O problema é que o material genético contido nesses insetos rendeu apenas alguns fragmentos de DNA.


A esperança fica então nos novos estudos que serão feitos analisando outras variáveis como o solo congelado e nas descobertas inesperadas que surgem esporadicamente e fazem impossibilidades do passado se tornarem realidade...


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Sobre o Autor

Neurocientista cafeinômano envolvido com projetos que investigam a plasticidade sináptica. Nas horas vagas é abduzido por uma curiosidade extrema sobre as implicações do crescimento tecnológico exponencial que estamos vivenciando. Contato: luis.shgt@gmail.com
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